Melhores ETFs de Bitcoin para Investidores Brasileiros em 2026

  • Básico
  • 7 min
  • Publicado em 2026-06-10
  • Última atualização: 2026-06-10

Quais são os melhores ETFs de Bitcoin para o investidor brasileiro em 2026? Compare BITH11, QBTC11, HASH11 e IBIT39 por taxa, liquidez e tributação. Guia completo.

Desde o lançamento em janeiro de 2024, os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA captaram mais de US$ 110 bilhões em fluxos líquidos acumulados, com o total de ativos sob gestão chegando a superar US$ 150 bilhões durante o rali de 2025. Para o investidor brasileiro, esse movimento abriu um leque de opções que vai muito além do mercado americano: hoje é possível acessar exposição regulamentada ao Bitcoin pela própria B3, em reais, sem precisar abrir conta em corretora estrangeira.

O problema é que as alternativas se multiplicaram e as diferenças entre elas importam e muito. Taxa de administração, estrutura jurídica, liquidez diária e tributação podem fazer uma diferença expressiva no retorno real ao longo de três, cinco ou dez anos.

Resposta rápida: ETF de Bitcoin é um fundo negociado em bolsa que replica o preço do BTC sem que o investidor precise custodiar a criptomoeda. Para o brasileiro em 2026, as principais opções são: BITH11 (menor taxa entre os ETFs puros de BTC na B3), HASH11 (maior liquidez), QBTC11 (mais antigo da QR Capital) e IBIT39 (BDR do iShares da BlackRock, taxa mais baixa de todas). A escolha depende do perfil, horizonte e volume de capital investido.

O que é um ETF de Bitcoin e como ele funciona no Brasil

Um ETF, Exchange Traded Fund, ou fundo negociado em bolsa, funciona como uma cesta de ativos que você compra e vende pela corretora exatamente como uma ação. No caso dos ETFs de Bitcoin, o fundo detém BTC (ou cotas de outros fundos que o detêm) e emite cotas cujo valor oscila junto com o preço da criptomoeda.

A analogia mais direta para quem já investe na B3: é como comprar BOVA11 para ter exposição ao Ibovespa, mas aqui o índice subjacente é o preço do Bitcoin.

O Brasil foi pioneiro mundial em ETFs de criptomoedas, lançando os primeiros produtos regulados antes mesmo dos Estados Unidos. Todos os ETFs de Bitcoin listados na B3 são regulados pela CVM, o que significa que a custódia e a gestão seguem as mesmas regras aplicadas a qualquer fundo de investimento registrado no país.

ETF spot x ETF de futuros: vale entender a diferença antes de escolher. Um ETF spot compra o Bitcoin diretamente, e cada cota representa uma fração de BTC real. Um ETF baseado em futuros replica o preço por meio de contratos derivativos, sem nunca deter o ativo físico. Os ETFs disponíveis na B3 são, em sua maioria, do tipo spot (ou replicam índices que têm BTC como ativo principal), o que elimina os custos de rolagem típicos de estruturas com futuros.

Como Calcular o Custo Real de um ETF de Bitcoin

A taxa de administração é o número mais visível, mas não é o único custo que corrói seu patrimônio. A fórmula do custo total efetivo é:

Custo total = Taxa de administração (% a.a.) + Tracking error + Corretagem + Emolumentos B3

Exemplo prático:

Imagine um aporte de R$ 10.000 no BITH11 (taxa de 0,70% a.a.) versus o mesmo valor no HASH11 (taxa de 1,30% a.a.), com valorização hipotética de 20% ao ano durante 5 anos:

 

BITH11 (0,70% a.a.)

HASH11 (1,30% a.a.)

Valor inicial

R$ 10.000

R$ 10.000

Após 5 anos (20% a.a. bruto)

R$ 24.575

R$ 23.846

Diferença acumulada: R$ 729 a menos

A diferença parece pequena no curto prazo, mas em um horizonte de 10 anos e com aportes maiores, o impacto supera R$ 3.000 para cada R$ 10.000 investidos.

Os Principais ETFs de Bitcoin Disponíveis para Brasileiros em 2026

BITH11 - Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Price

O BITH11 é um ETF da Hashdex que replica o Nasdaq Bitcoin Reference Price, com 100% de exposição em Bitcoin e taxa de administração de 0,70% ao ano. É o produto mais direto e de menor custo entre os ETFs puramente de BTC listados na B3 para quem quer exposição exclusiva ao ativo.

O diferencial que a Hashdex comunica é o compromisso com neutralização das emissões de carbono causadas pela mineração de Bitcoin, tornando-o o chamado "ETF verde" do segmento. Para o investidor que não tem preferência por esse aspecto, o que importa mesmo é a combinação de taxa competitiva e gestão por uma das casas mais consolidadas em cripto no Brasil.

Indicado para: quem quer exposição pura a BTC com custo baixo, horizonte de médio a longo prazo.

HASH11 - Hashdex Nasdaq Crypto Index

O HASH11 é o ETF de cripto mais negociado do Brasil, acompanhando o Nasdaq Crypto Index (NCI), um índice diversificado de criptomoedas com rebalanceamento trimestral, ponderação por market cap, e critérios de liquidez e custódia.

A composição do HASH11 inclui, além do Bitcoin, outros criptoativos em participação, com cerca de 70% em BTC, 20% em Ethereum e 10% em outros como Solana e Cardano. Sua taxa de administração é de 1,30% ao ano, mais elevada por se tratar de um produto mais diversificado.

Quem quer uma única cota que replique o mercado cripto de forma ampla vai encontrar no HASH11 a maior liquidez disponível na B3 para esse segmento. Em dias de mercado movimentado, o spread entre compra e venda tende a ser menor justamente por causa do volume.

Indicado para: quem prefere diversificação entre as principais criptos em uma única posição, ou que opera volumes maiores e precisa de liquidez elevada.

QBTC11 - QR CME CF Bitcoin Reference Rate

O QBTC11 foi lançado em 2021 pela QR Capital e replica o CME CF Bitcoin Reference Rate, referência utilizada pelo grupo CME para precificação de derivativos de BTC. O fundo tem taxa de administração de 0,75% ao ano e é 100% focado em Bitcoin.

O patrimônio acumulado do QBTC11 reflete uma volatilidade histórica semelhante à do BITH11, com desempenho bastante correlacionado nos períodos recentes. Na prática, a diferença entre BITH11 e QBTC11 é marginal para a maioria dos investidores, e ambos têm quase 100% de correlação com o BTC e oferecem exposição spot. O ponto de diferenciação real é o índice de referência e a gestora por trás de cada fundo.

Indicado para: investidores que preferem exposição ao BTC com um índice referenciado ao mercado de derivativos institucionais (CME).

IBIT39 - BDR do iShares Bitcoin Trust (BlackRock)

O IBIT39 busca acompanhar o desempenho do preço do Bitcoin à vista e tem taxa de administração de 0,25% ao ano, a mais baixa entre todas as opções disponíveis para o brasileiro. Não é um ETF listado diretamente na B3, mas um BDR (Brazilian Depositary Receipt): uma cota emitida no Brasil que representa frações do ETF original negociado nos Estados Unidos.

Isso significa que, ao comprar IBIT39, você está indiretamente exposto ao iShares Bitcoin Trust da BlackRock, o maior ETF de Bitcoin do mundo, que concentra uma parcela expressiva dos fluxos semanais globais para ETFs de BTC.

Há, porém, uma camada adicional de custo que não aparece no número da taxa: a estrutura BDR embute uma despesa extra de custódia de cerca de 0,30% ao ano, o que eleva o custo efetivo total para algo próximo de 0,55% a.a., o que ainda é competitivo, mas não tão diferente do BITH11 quanto o número headline sugere.

Outro ponto de atenção: o IBIT39 é cotado em reais, mas o ativo subjacente está denominado em dólar. Isso significa que a variação cambial BRL/USD entra no seu retorno, tanto para o bem quanto para o mal.

Indicado para: investidores com perfil mais sofisticado, que entendem a exposição cambial embutida e querem o respaldo operacional da BlackRock.

Tabela Comparativa: ETFs de Bitcoin para Brasileiros em 2026

Ticker

Gestora

Tipo

Taxa (a.a.)

Exposição

Cambial?

BITH11

Hashdex

ETF B3 (spot)

0,70%

100% BTC

Não

QBTC11

QR Capital

ETF B3 (spot)

0,75%

100% BTC

Não

HASH11

Hashdex

ETF B3 (índice cripto)

1,30%

BTC + ETH + outras

Não

IBIT39

BlackRock (BDR)

BDR sobre ETF EUA

~0,55% efetivo

100% BTC

Sim (USD)

Dados de referência: junho de 2026. Consulte as fichas oficiais de cada gestor para informações atualizadas.

ETF de Bitcoin na B3 vs. Compra Direta: O que Muda na Prática

A discussão não é nova, mas merece atenção porque os dois caminhos têm implicações tributárias e operacionais muito diferentes.

Tributação: a diferença que mais pesa

Os lucros obtidos com ETFs de Bitcoin na B3 são tributados como renda variável, alíquota de 15% sobre o ganho líquido em operações comuns, sem faixa de isenção.

Já para criptoativos custodiados no Brasil em exchanges, existe uma isenção para vendas mensais de até R$ 35 mil. Acima desse limite, o lucro é tributado com alíquotas progressivas que começam em 15%.

Na prática: quem investe menos de R$ 35 mil por mês e planeja resgatar dentro desse teto pode se beneficiar da isenção na compra direta de BTC em uma exchange. Quem investe valores maiores ou prefere não se preocupar com o controle mensal pode achar o ETF mais conveniente operacionalmente, mesmo sem isenção.

Outras diferenças práticas

  • ETFs operam apenas em horário de pregão da B3 (das 10h às 17h). A compra direta de Bitcoin funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana no mercado spot da BingX.
  • ETFs cobram taxa de administração anual. Na compra direta, você paga a taxa de transação da exchange no momento da operação, sem encargo recorrente.
  • ETFs eliminam a necessidade de gestão de carteira digital, chaves privadas e riscos de custódia. Para quem está começando no mercado cripto, essa simplificação tem valor real. Quem quiser gerenciar a própria custódia pode optar por carteiras compatíveis.

Para quem quer ir além da exposição passiva e operar Bitcoin de forma mais ativa, seja via mercado spot 24/7, copy trading ou futuros perpétuos com alavancagem configurável, a BingX oferece esse acesso com liquidez global, ferramentas de ordens avançadas (incluindo stop loss e take profit e margem isolada ou cruzada) e interface disponível em português. O par BTC/USDT na BingX permite operar desde frações pequenas de BTC até posições institucionais, com spreads competitivos e execução em tempo real.

Preço de Bitcoin (BTC) na BingX

Riscos que Todo Investidor em ETF de Bitcoin Precisa Conhecer

Volatilidade: Bitcoin é um ativo de alta volatilidade por definição. O BITH11 registrou uma volatilidade anualizada de 52,74% desde o início, mais de três vezes a volatilidade histórica do Ibovespa. ETFs não amortizam essa oscilação, eles a replicam fielmente. Uma estratégia sólida de gestão de risco é essencial independentemente do veículo escolhido.

Tracking error: todo ETF tem uma diferença entre o desempenho real e o índice que tenta replicar. Em ETFs de cripto, esse desvio pode ser maior do que em ETFs de renda variável tradicional, principalmente em dias de alta volatilidade.

Risco de liquidez: em momentos de estresse de mercado, o spread entre o preço de compra e venda de um ETF de menor volume pode se ampliar significativamente. O HASH11 tende a apresentar spreads menores justamente pelo volume diário mais expressivo. Para quem opera no mercado spot 24/7, a profundidade do order book da BingX oferece execução mais previsível em qualquer horário.

Risco cambial (IBIT39): como discutido, o BDR agrega a variação do dólar ao retorno. Em um ciclo de apreciação do real, isso pode subtrair rendimento. Em um ciclo de desvalorização cambial, pode amplificá-lo. Manter uma parte do portfólio em stablecoins pode ajudar a equilibrar essa exposição cambial.

Risco regulatório: o arcabouço para ETFs de cripto ainda está em evolução no Brasil. Mudanças nas regras da CVM ou na tributação podem afetar a atratividade desses produtos. Exchanges que operam como VASPs regulamentados e publicam Prova de Reservas estão mais preparadas para se adaptar a esse ambiente em transformação.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre ETF de Bitcoin no Brasil

1. O que é o BITH11 e como funciona?

O BITH11 é um ETF da Hashdex listado na B3 que replica o Nasdaq Bitcoin Reference Price, acompanhando o preço do Bitcoin à vista. Ao comprar uma cota, você tem exposição indireta ao BTC sem precisar custodiar a criptomoeda. A taxa de administração é de 0,70% ao ano.

2. ETF de Bitcoin paga dividendos?

Não. ETFs de criptoativos não distribuem proventos porque o Bitcoin não gera fluxo de caixa. O retorno vem exclusivamente da variação de preço das cotas, que espelha o desempenho do BTC.

3. Qual a diferença entre BITH11 e QBTC11?

Ambos oferecem exposição de 100% ao Bitcoin, mas usam índices de referência diferentes. O BITH11 replica o Nasdaq Bitcoin Reference Price, enquanto o QBTC11 usa o CME CF Bitcoin Reference Rate. Na prática, as cotações são altamente correlacionadas. A diferença mais relevante é que o BITH11 tem taxa de 0,70% a.a. contra 0,75% a.a. do QBTC11.

4. O que é o IBIT39 e por que ele tem taxa mais baixa?

O IBIT39 é um BDR (Brazilian Depositary Receipt) que replica o iShares Bitcoin Trust da BlackRock, o maior ETF de Bitcoin do mundo. A taxa do ETF original é de 0,25% a.a., mas a estrutura BDR adiciona custos de custódia que elevam o custo efetivo total para cerca de 0,55% a.a. Outro ponto: o IBIT39 expõe o investidor à variação do câmbio real-dólar.

5. ETF de Bitcoin tem isenção de IR para vendas abaixo de R$ 35 mil?

Não. ETFs de renda variável negociados na B3 não têm faixa de isenção por valor de venda mensal. A alíquota é de 15% sobre o ganho líquido em operações comuns, independentemente do valor negociado. Essa isenção existe apenas para ações no mercado à vista (até R$ 20 mil/mês) e para a compra direta de criptoativos em exchanges (até R$ 35 mil/mês).

6. Vale mais a pena comprar ETF de Bitcoin ou BTC diretamente?

Depende do volume, do perfil e do controle que você quer sobre o ativo. A compra direta oferece isenção de IR até R$ 35 mil mensais, ausência de taxa de administração e operação 24/7. O ETF oferece simplicidade operacional, sem necessidade de gestão de carteira digital e com a segurança regulatória da B3. Para investidores iniciantes ou que preferem manter tudo dentro do ambiente da corretora tradicional, o ETF tende a ser o caminho mais prático.

7. Qual ETF de Bitcoin tem mais liquidez na B3?

O HASH11 tem a melhor liquidez da B3 no segmento cripto, sendo o ETF de cripto mais negociado do Brasil. Para quem opera grandes volumes ou com frequência, a liquidez diária do HASH11 reduz o custo de spread nas entradas e saídas.

8. Como declarar ETF de Bitcoin no Imposto de Renda?

Cotas de ETF de Bitcoin mantidas em 31/12 devem ser declaradas na ficha "Bens e Direitos" com o custo de aquisição. Em caso de venda com lucro, o imposto de 15% deve ser apurado mensalmente e o DARF recolhido até o último dia útil do mês seguinte.

Pontos Principais

  • O Brasil tem ETFs de Bitcoin regulados pela CVM desde 2021, sendo dos primeiros países do mundo a oferecer esse produto
  • As opções disponíveis para brasileiros em 2026 são: BITH11, QBTC11, HASH11 (B3) e IBIT39 (BDR do ETF da BlackRock)
  • O BITH11 tem a menor taxa entre os ETFs puramente de BTC na B3 (0,70% a.a.); o IBIT39 tem a menor taxa nominal (0,25%), mas o custo efetivo com a estrutura BDR sobe para cerca de 0,55%
  • ETFs de Bitcoin na B3 não têm isenção de IR por valor de venda. A alíquota de 15% sobre o ganho de capital se aplica a todas as operações com lucro
  • A compra direta de BTC em exchanges oferece isenção para vendas mensais até R$ 35 mil e operação 24/7, mas exige gestão própria de custódia e declaração mensal de DARF quando superar esse limite
  • Taxa de administração, tracking error e exposição cambial (no caso do IBIT39) são as três variáveis que mais impactam o retorno real no longo prazo
  • Para quem quer ir além do investimento passivo, a BingX permitem operar BTC spot com liquidez global, futuros perpétuos com margem isolada ou cruzada e ferramentas de automação

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