Bitcoin volta a superar US$ 82 mil em meio ao temor de um novo “Black Monday”
O Bitcoin recuperou o patamar de US$ 82 mil nesta segunda-feira, ignorando alertas nas redes sociais de que a coincidência da data com o crash da “Black Monday” de 1987 poderia sinalizar problemas no mercado.
Segundo a Bloomberg, a criptomoeda chegou a subir 2% no início do pregão asiático e era negociada perto de US$ 82.300 por volta do meio-dia em Singapura. No domingo, o Bitcoin havia fechado com alta de pouco menos de 1%, próximo de US$ 82 mil. Ethereum e Solana avançaram mais de 4%, acompanhando a retomada mais ampla do apetite por risco. O Brent recuou 2% desde a máxima de cinco meses, com sinais de que a oferta de petróleo no Oriente Médio seguia estável.
Damien Loh, CIO da Ericsenz Capital, classificou a alta de segunda-feira como uma reversão após uma semana de apetite reduzido por risco, e não como sinal de força nova. O trader Crypto Rover afirmou que os temores de crash se acumularam antes da abertura dos mercados e lembrou que a Black Monday original também caiu em 19 de outubro, apagando US$ 500 bilhões do mercado americano em um único dia. Os circuit breakers criados desde então tornam improvável uma repetição dessa magnitude, disse ele, embora uma queda menor siga possível. Já o The Kobeissi Letter sustentou que ocasiões anteriores em que a Black Monday ganhou tração nas redes historicamente marcaram boas oportunidades de compra, e não sinais de crash.
Dados da Santiment mostraram que as menções a “black monday” nas redes sociais chegaram a 176 posts em 18 de outubro, contra uma média de cerca de dois posts por dia nos 60 dias anteriores. Foram 82 menções em uma única janela de seis horas, quando os futuros americanos reabriram. A Santiment afirmou que o burburinho não é um sinal confiável de crash em nenhuma direção e observou que um pico semelhante em 14 de setembro precedeu uma queda de 3% no dia seguinte — desta vez, os preços subiram.
O analista de criptomoedas Ali Martinez apontou US$ 81 mil como o nível que o Bitcoin precisa manter para confirmar a recuperação. Uma perda desse patamar desloca a atenção para US$ 76 mil; mantê-lo abre caminho para US$ 84 mil e, depois, US$ 86.500. Para o Ethereum, o suporte a defender é US$ 2.350: perdê-lo coloca US$ 2.000 no radar, enquanto sustentá-lo pode levar o ETH a US$ 2.700–3.000. O XRP precisa segurar US$ 1,25 para completar um possível padrão ombro-cabeça-ombro invertido. Um fechamento acima de US$ 1,56 abriria caminho para US$ 2, e a perda de US$ 1,25 volta a atenção para US$ 1.