Críticos alertam que o BIP-110 pode comprometer a autocustódia e colocar fundos em risco
Resumo de mercado por IA
O BIP-110, um soft fork proposto para o Bitcoin visando inscrições de dados arbitrários e certos opcodes do Taproot (por exemplo, OP_IF), está atraindo críticas por potencialmente quebrar fluxos de trabalho de autocustódia. Oponentes alertam que os usuários ainda poderiam receber BTC em endereços que utilizam scripts banidos, mas esses fundos podem se tornar permanentemente inexequíveis, enquanto outputs legados P2PK enfrentam riscos de congelamento e roubo. Com fraco suporte de mineradores/nós e uma meta de aplicação em 2026, a incerteza de governança aumenta.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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O Bitcoin Improvement Proposal BIP-110 prevê, por meio de um soft fork, restringir a inclusão on-chain de dados arbitrários usados por protocolos como Ordinals e Runes e desativar opcodes de script do Taproot, como o OP_IF. A mudança afetaria carteiras baseadas em Miniscript e saídas P2PK (pay-to-public-key) antigas.
Críticos afirmam que, após a ativação, usuários ainda poderiam enviar BTC para endereços gerados por scripts proibidos, mas esses valores se tornariam permanentemente inalcançáveis. Hoje, mais de 17 mil BTC já estariam em endereços P2PK; embora esses fundos ainda possam ser gastos, o debate aponta risco de congelamento temporário e de roubo.
A proposta tem ativação forçada prevista para agosto de 2026, no bloco 961632. No momento, o apoio de mineradores e nós é descrito como fraco. Para os opositores, a atualização colocaria em xeque um pilar da tese do Bitcoin: a segurança da autocustódia.