Hedera apura suposto ataque de US$ 5 mi; valores roubados foram enviados para a Ethereum
Resumo de mercado por IA
A Hedera está investigando um suposto exploit reportado que drenou mais de US$ 5 milhões e foi parcialmente bridgeado para a Ethereum via LayerZero, com indicações de que o problema pode ter origem em um protocolo DeFi baseado na Hedera e em manipulação de oráculo, e não na rede principal. A falta de divulgação oficial aumenta a incerteza no curto prazo em torno da segurança do ecossistema e dos controles de risco em DeFi. O HBAR enfraqueceu nas últimas 24 horas à medida que o incidente circula.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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A blockchain Hedera apura um suposto exploit que teria drenado mais de US$ 5 milhões em criptoativos. O investigador onchain pseudônimo Specter foi o primeiro a sinalizar o caso no X, afirmando que o invasor já havia transferido parte dos recursos para a rede Ethereum. Atualizações posteriores na cadeia indicaram que as perdas podem ter ultrapassado US$ 6 milhões.
Os indícios iniciais apontam que o alvo pode ter sido um protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) construído sobre a Hedera, e não a infraestrutura da rede em si.
Segundo as informações divulgadas, os valores teriam sido "bridged" da Hedera para a Ethereum via LayerZero, com o atacante trocando WBTC por ETH. A PeckShield também confirmou o incidente e relatou que o hacker teria abastecido inicialmente 1 ETH a partir do Tornado Cash. No momento, ele manteria mais de 2.360 ETH e 15,58 WBTC.
Ainda não está claro qual foi o vetor do ataque nem qual protocolo da Hedera foi afetado. Até agora, não houve comunicado oficial da Hedera, o que dificulta avaliar se alguma medida foi adotada para conter a vulnerabilidade.
No mercado, cresce a especulação de que o caso esteja ligado à Bonzo Finance, protocolo DeFi do ecossistema Hedera. A equipe informou que pausou o Bonzo Lend após um episódio em que um agente tomou emprestado mais ativos do que o permitido pelo colateral. O relato aponta para uma manipulação do preço do token SAUCE em HBAR por meio de um contrato de oráculo de terceiros, explorando o processo de verificação do oráculo, com perda estimada em cerca de US$ 10,06 milhões. Desse total, US$ 1 milhão teria sido tomado por um "white hat" para proteger os fundos.
O token HBAR recua quase 6% nas últimas 24 horas e é negociado por volta de US$ 0,067. Não há confirmação se a queda está diretamente relacionada às notícias do ataque.
O episódio se soma a uma sequência recente de exploits em redes e protocolos cripto. Só em julho, a BONK DAO teria perdido US$ 20 milhões em um ataque de governança, enquanto o protocolo DeFi Summer.fi registrou um exploit de US$ 6 milhões.
Apesar do aumento no número de incidentes, os prejuízos totais têm diminuído. Segundo a TRM Labs, houve 207 hacks no primeiro semestre de 2026, o maior volume já registrado em um período de seis meses. As perdas, porém, somaram US$ 972 milhões, bem abaixo dos US$ 2,3 bilhões do primeiro semestre de 2025. A maior parte desse montante estaria concentrada em dois casos, Drift Protocol e KelpDAO, que juntos responderiam por US$ 577 milhões.
Com 125 ocorrências atribuídas a falhas em smart contracts, ganha força a tendência de ataques menores: o prejuízo médio por hack agora gira em torno de US$ 219 mil. Especialistas apontam que a proliferação de milhares de protocolos DeFi, contratos inteligentes e projetos de tokens amplia a superfície de ataque e permite a exploração de vulnerabilidades em escala.