POSCO International, da Coreia do Sul, testa tokenização de recebíveis de comércio em blockchain

Resumo de mercado por IA
A POSCO International e a LG CNS estão conduzindo um piloto de recebíveis comerciais tokenizados na Injective, usando transações reais entre subsidiárias transfronteiriças, em vez de simulações. Se escalado para produção, o modelo poderia encurtar os ciclos de reconciliação e liquidação no financiamento ao comércio ao colocar os recebíveis em um livro-razão compartilhado com regras de conformidade incorporadas. O teste adiciona validação institucional a fluxos de trabalho onchain de ativos do mundo real e destaca a crescente adoção, por empresas sul-coreanas, de trilhos de blockchain.
Nível de impacto
● Médio
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A POSCO International, maior trading da Coreia do Sul, iniciou um teste para tokenizar recebíveis comerciais em blockchain, com o objetivo de acelerar pagamentos entre suas subsidiárias globais. Com receita de US$ 22,2 bilhões no ano passado em negócios que vão de aço a energia e materiais para baterias, a empresa trabalha com a LG CNS, braço de tecnologia do LG Group, para emitir, transferir e liquidar esses recebíveis na blockchain layer 1 Injective (INJ), a US$ 4,9980, segundo as companhias em briefing à CoinDesk. O piloto usa recebíveis originados de operações reais de comércio entre unidades internacionais da POSCO e suas contrapartes, e não transações simuladas. Recebíveis comerciais são valores a receber após o embarque de mercadorias, antes do pagamento. Hoje, essas obrigações costumam ser registradas separadamente por compradores, vendedores e bancos; a conciliação pode levar dias até a liberação do caixa. De acordo com as empresas, registrar os recebíveis em um livro-razão compartilhado cria um único registro, que pode ser transferido e liquidado mantendo regras de conformidade "embutidas" no próprio ativo. "Este PoC é significativo porque validou a aplicabilidade de IA e blockchain com base em dados e processos de comércio reais", disse um porta-voz da POSCO International. A empresa pretende levar a iniciativa para produção após concluir o piloto ainda neste ano. A tokenização tem atraído atenção principalmente em fundos e ações. Gestoras como BlackRock, Franklin Templeton, Apollo, Fidelity, Janus Henderson e Mubadala Capital já levaram fundos para o onchain, apostando que a infraestrutura de blockchain pode simplificar emissão, liquidação e gestão de colateral. O mercado de ativos tokenizados cresceu rapidamente nos últimos anos e hoje soma US$ 35 bilhões. O Citi estima que esse mercado pode alcançar US$ 5,5 trilhões até 2030. Financiamento ao comércio é outro caso de uso considerado promissor. Por representarem obrigações comerciais reais entre empresas, os recebíveis permitem movimentar capital de giro de forma mais eficiente sobre trilhos de blockchain, ao mesmo tempo em que oferecem a bancos e parceiros de financiamento uma visão compartilhada do ativo. A Coreia do Sul vem se destacando na adoção corporativa de blockchain. No início deste mês, a Hyundai começou a usar stablecoins em transferências internas de tesouraria entre suas operações nos EUA e no México. A Circle, emissora de stablecoin, firmou parceria recente com o Kakao Group e o Toss Bank para explorar infraestrutura de pagamentos com stablecoins. Com o teste na Injective, POSCO e LG CNS ampliam esse movimento para o financiamento do comércio global. A LG CNS já participou do piloto de moeda digital de banco central do Banco da Coreia e opera plataformas de tokenização para a KOSCOM e a Mirae Asset Securities.