Powell adota tom duro, aumenta apostas de alta de juros e ouro recua mais de US$ 120

Segundo a ME News, em 29 de agosto (UTC+8), declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre a necessidade de conter as pressões inflacionárias elevaram as expectativas de uma nova alta de juros. O movimento deu força ao dólar e pressionou os preços dos metais preciosos. Até a publicação, o ouro à vista caía 2,6% no dia, com perda superior a US$ 120, para US$ 4.480 por onça. Durante a sessão, chegou a tocar a mínima de uma semana, em US$ 4.464. O analista independente Tai Wong afirmou: "Powell deixou claro que a inflação não mostrou alívio relevante e ressaltou que o Fed 'ainda tem trabalho a fazer', o que desencadeou uma forte liquidação no mercado de ouro. Mesmo que ainda seja uma estratégia de comunicação de 'muito barulho, pouco efeito', isso já é suficiente para transformar a reunião de setembro em um cenário equilibrado, com chances semelhantes de alta ou de pausa." As falas de Powell foram o sinal mais explícito até agora de que novas elevações dos juros podem ser necessárias para aliviar as pressões de preços. Ele disse que, se os formuladores de política não puderem ter confiança de que a inflação subjacente está voltando de forma consistente à meta de 2%, o Fed "ainda tem trabalho a fazer". Com isso, traders ampliaram rapidamente as apostas em uma alta de juros em setembro. Entre outros metais, a prata à vista recuou 3,63%, para US$ 66,77 por onça; a platina à vista virou para queda e cedeu 0,27%, a US$ 1.841,90; e o paládio à vista reduziu ganhos para 5,05%, negociado a US$ 1.418,30. (Fonte: BlockBeats)