Pressão inflacionária nos EUA aumenta com PMI composto em 58,4, maior nível em mais de cinco anos
Resumo de mercado por IA
O PMI Composto preliminar dos EUA da S&P Global subiu para 58,4, com novos pedidos mais fortes e aumento dos pedidos em carteira, sinalizando demanda resiliente e capacidade mais apertada. Os custos dos insumos e os atrasos nas entregas aumentaram, reforçando o risco de inflação e o poder de precificação das empresas. Os mercados reagiram com um dólar mais firme, yields dos Treasuries mais altos (10Y de volta acima de 5%) e ouro à vista mais fraco, em linha com um Fed ainda sinalizando altas adicionais após o movimento de 25 pb da semana passada.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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Dados divulgados pela S&P Global em 23 de setembro mostram que o PMI Composto (prévia) de produção dos Estados Unidos subiu para 58,4 em setembro, bem acima dos 56,0 de agosto e no maior patamar desde julho de 2021, sinalizando expansão tanto na indústria quanto nos serviços. O índice de novos pedidos avançou de 55,2 para 58,2, a leitura mais alta desde março de 2022.
A demanda firme elevou o volume de encomendas em carteira ao maior nível desde maio de 2022. Para a S&P Global, o acúmulo de pedidos aponta para aumento adicional da produção e expansão de capacidade à frente, além de indicar maior poder de repasse de preços pelas empresas, o que pode intensificar as pressões inflacionárias.
Os indicadores de preços também aceleraram. O índice de preços de compra de insumos saltou de 59,9 para 66,4, maior nível desde outubro de 2022. A S&P Global atribui o avanço dos custos a atrasos na cadeia de suprimentos e capacidade operacional insuficiente, com o prazo de entrega dos fornecedores se alongando no ritmo mais amplo desde julho de 2022.
Após a divulgação, o ouro à vista recuou para abaixo de US$ 4.300, o índice do dólar superou 101 e os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir, com a taxa de 10 anos retornando para acima de 5%. Na semana passada, o Federal Reserve elevou a taxa básica em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%, e indicou a possibilidade de novas altas nos próximos meses.